Mudar a imagem de uma marca não é uma decisão estética. É uma decisão de negócio e a maior parte das vezes é tomada pelas razões erradas.
Há dois erros comuns: fazer rebranding porque a marca já enjoou, ou adiá-lo durante anos porque dá trabalho e parece caro. Nenhum dos dois tem a ver com o que o negócio precisa.
Os sinais de que faz sentido
O negócio mudou e a marca não
Começou a fazer uma coisa e hoje faz outra. Mudou de público, subiu de preço, profissionalizou-se. Se a imagem continua a ser a de quando começou, está a comunicar o negócio que já não tem.
Tem vergonha de mostrar
Evita partilhar o site. Manda o Instagram em vez do cartão. Se a marca já não o representa, isso nota-se na forma como a apresenta e nota-se do outro lado.
Atrai os clientes errados
Recebe pedidos de quem procura barato, ou pede sempre desconto. A imagem é o primeiro filtro de preço que existe: comunica o que vale antes de o dizer.
Não se distingue da concorrência
Se trocasse o logótipo pelo de um concorrente e ninguém notasse, a marca não está a fazer o trabalho dela.
Cresceu sem direção
Um logótipo feito por alguém, um site por outra pessoa, o Instagram por uma terceira. Cada peça isolada até está bem, juntas não parecem a mesma empresa.
Os sinais de que não faz sentido
As vendas estão em baixo
Um rebranding não resolve um problema comercial. Se o produto não está a vender, a causa pode estar no preço, na oferta, na distribuição ou na comunicação, e nenhuma delas se resolve com um logótipo novo.
Está farta de a ver
Você vê a sua marca cem vezes por dia. Os seus clientes veem-na uma vez por mês. O cansaço é seu, não deles.
Viu uma marca bonita
Copiar a estética de outra empresa é a forma mais rápida de ficar igual a toda a gente, e de perder o que já era seu.
Mudou há menos de três anos
Uma marca precisa de tempo para ser reconhecida. Mudar cedo demais desfaz o reconhecimento que já tinha construído.
Rebranding ou branding de raiz?
São coisas diferentes e o preço reflete isso.
Rebranding é atualizar o que existe. Mantém-se o essencial (o nome, o que a marca representa, o que já é reconhecido) e renova-se a expressão visual. Faz sentido quando o posicionamento está certo e só a imagem ficou para trás.
Branding de raiz é recomeçar. Faz sentido quando o problema não é a imagem, mas o que está por baixo dela: não se sabe bem o que a marca é, para quem, nem o que a distingue.
A pergunta que separa os dois: se lhe pedissem para explicar a sua marca em duas frases, conseguia? Se não, o problema não é visual.
O que uma marca nova não resolve
Um preço que não faz sentido. Um serviço mal definido. Falta de clientes por falta de visibilidade. Processos desorganizados.
Um rebranding torna a marca coerente e mais fácil de vender. Não substitui o trabalho de perceber o que se está a vender e a quem.
O que envolve
Um rebranding bem feito começa pela estratégia (posicionamento, público, o que distingue) e só depois passa ao visual. Termina com tudo documentado, para poder aplicar sem depender de ninguém.
Em termos de prazo, conte com quatro a oito semanas, conforme o âmbito.
